Os fenómenos sociais são de facto extraordinários. Estudá-los e analisá-los tem sido uma imensa fonte de crescimento a todos os níveis.
O conceito de alma gémea tem sido algo tão explorado nas últimas décadas que já roça o aborrecido, o número de livros e filmes que falam de como encontrar a nossa alma gémea ou de alguém que encontrou a sua e viveu feliz para sempre. Arghhhh
É extraordinário o processo que fazemos de nos despirmos de tudo o que é belo e existe em nós e colocá-lo longe, sabe-se lá onde, para depois passarmos o resto da vida a juntar os pedaços que espalhámos por aí.
Como autómatos, engolimos estas baboseiras pré-fabricadas e entoamos estas palavras num tom especial, quase divino. A minha alma gémea...
Primeiro retiraram Deus de dentro de nós e colocaram-no num lugar que ninguém vê, mas tem que acreditar que lá está e, melhor ainda, dita os destinos de todos nós. Claro, é muito mais fácil, para o bem e para o mal, culpar Deus, o Diabo ou a má sorte pelo que quer que aconteça no nosso caminho. Posto isto, temos três tipos de pessoas. As que se condenam a viver deusificadas toda uma vida, sem encontrar a verdadeira divindade dentro de si mesmo, mas entregando as suas vidas a conjunto de normas e regras que servem tão bem os interesses de alguns. As que vivem vazias porque não acreditam no Deus instituído mas também não o encontram dentro de si. E, finalmente, as que se aceitam como seres plenos e descobrem a divindade que habita em si próprio.
Depois, cortaram-nos ao meio, tipo laranja e atiraram uma das metades para o outro lado do mundo, dizendo-nos: Só serás verdadeiramente feliz quando encontrares a tua outra metade, a tua alma gémea.
E, lá vêm todos os peritos em almas gémeas e meias laranjas dizer-nos que a tua alma gémea é esta ou aquela pessoa, blá, blá,blá... Vendem-se livros, fazem-se filmes, cobra-se dinheiro, tudo para encontrar a tal alma gémea.
Pois, desculpem-me todos os peritos no assunto, mas eu recuso-me a aceitar que sou um ser incompleto e que metade de mim anda por aí a vaguear. Tal como me recuso a aceitar que Deus está fora de mim e não em mim.
Se há algo que aprendi com o tempo é que se não tivernos nós mesmo a capacidade de nos amarmos e fazer felizes mais ninguém o poderá fazer.
Lamento se é mais fácil deixar para outros a tarefa de nos amar mas, garantidamente, não se dá o que não se tem ou o que não se sabe dar. Não se dá amor quando não se sabe amar e não é possível amar verdadeiramente outra pessoa antes de nos termos aprendido a amar a nós próprios. Até o termos conseguido fazer, como alguém que conheço costuma dizer:"tudo o resto é bebedeira do ego".
Porque é que esta verdade é mais verdade que a outra? Não é mais nem menos verdade. É aquela em que acredito e que me permite sentir inteira e completa. Permite-me aceitar a responsabilidade pelas minhas escolhas e pela tarefa de me amar da forma mais plena de todas.
Permite-me tomar as rédeas da minha vida e não deixá-la a flutuar, por aí, qual barco sem rumo, condenado ao destino que alguém ou alguma coisa tenha para mim desenhado.
É esta a verdade pela qual me guio e que me ajudou a fechar um ciclo de agonia e sofrimento em busca da tal outra metade de mim. Porque, ao contrário da história que nos tentam vender, só existe uma alma gémea para cada um de nós e essa está dentro do nosso coração, no mais profundo do nosso ser.
Por isso, a todos aqueles que ainda continuam nesta busca só posso dizer: Não procurem para além das fronteiras do vosso ser, do vosso interior. Tudo o resto é uma viagem que apenas vos leva para mais longe de vocês próprios.
O conceito de alma gémea tem sido algo tão explorado nas últimas décadas que já roça o aborrecido, o número de livros e filmes que falam de como encontrar a nossa alma gémea ou de alguém que encontrou a sua e viveu feliz para sempre. Arghhhh
É extraordinário o processo que fazemos de nos despirmos de tudo o que é belo e existe em nós e colocá-lo longe, sabe-se lá onde, para depois passarmos o resto da vida a juntar os pedaços que espalhámos por aí.
Como autómatos, engolimos estas baboseiras pré-fabricadas e entoamos estas palavras num tom especial, quase divino. A minha alma gémea...
Primeiro retiraram Deus de dentro de nós e colocaram-no num lugar que ninguém vê, mas tem que acreditar que lá está e, melhor ainda, dita os destinos de todos nós. Claro, é muito mais fácil, para o bem e para o mal, culpar Deus, o Diabo ou a má sorte pelo que quer que aconteça no nosso caminho. Posto isto, temos três tipos de pessoas. As que se condenam a viver deusificadas toda uma vida, sem encontrar a verdadeira divindade dentro de si mesmo, mas entregando as suas vidas a conjunto de normas e regras que servem tão bem os interesses de alguns. As que vivem vazias porque não acreditam no Deus instituído mas também não o encontram dentro de si. E, finalmente, as que se aceitam como seres plenos e descobrem a divindade que habita em si próprio.
Depois, cortaram-nos ao meio, tipo laranja e atiraram uma das metades para o outro lado do mundo, dizendo-nos: Só serás verdadeiramente feliz quando encontrares a tua outra metade, a tua alma gémea.
E, lá vêm todos os peritos em almas gémeas e meias laranjas dizer-nos que a tua alma gémea é esta ou aquela pessoa, blá, blá,blá... Vendem-se livros, fazem-se filmes, cobra-se dinheiro, tudo para encontrar a tal alma gémea.
Pois, desculpem-me todos os peritos no assunto, mas eu recuso-me a aceitar que sou um ser incompleto e que metade de mim anda por aí a vaguear. Tal como me recuso a aceitar que Deus está fora de mim e não em mim.
Se há algo que aprendi com o tempo é que se não tivernos nós mesmo a capacidade de nos amarmos e fazer felizes mais ninguém o poderá fazer.
Lamento se é mais fácil deixar para outros a tarefa de nos amar mas, garantidamente, não se dá o que não se tem ou o que não se sabe dar. Não se dá amor quando não se sabe amar e não é possível amar verdadeiramente outra pessoa antes de nos termos aprendido a amar a nós próprios. Até o termos conseguido fazer, como alguém que conheço costuma dizer:"tudo o resto é bebedeira do ego".
Porque é que esta verdade é mais verdade que a outra? Não é mais nem menos verdade. É aquela em que acredito e que me permite sentir inteira e completa. Permite-me aceitar a responsabilidade pelas minhas escolhas e pela tarefa de me amar da forma mais plena de todas.
Permite-me tomar as rédeas da minha vida e não deixá-la a flutuar, por aí, qual barco sem rumo, condenado ao destino que alguém ou alguma coisa tenha para mim desenhado.
É esta a verdade pela qual me guio e que me ajudou a fechar um ciclo de agonia e sofrimento em busca da tal outra metade de mim. Porque, ao contrário da história que nos tentam vender, só existe uma alma gémea para cada um de nós e essa está dentro do nosso coração, no mais profundo do nosso ser.
Por isso, a todos aqueles que ainda continuam nesta busca só posso dizer: Não procurem para além das fronteiras do vosso ser, do vosso interior. Tudo o resto é uma viagem que apenas vos leva para mais longe de vocês próprios.
Sem comentários:
Enviar um comentário