Um dia destes vou sair pelas ruas fora, despenteada e a gritar ao vento que estou viva.
Um dia destes vou acarinhar um ovo entre as minhas mão e fazê-lo viver, respirar, amar.
Um dia destes vou andar nua pelo mar revolto e sentir o meu corpo a flutuar de tanto suspiro em segredo.
Ai um dia, um dia vou correr descalça por entre uma tempestade e sentir cada gota passar a minha pele e tocar-me na alma.
Um dia vou voar, mas tão, tão alto, que vou conseguir vislumbrar a minha sombra do outro lado do planeta.
Um dia destes vou olhar nos meus olhos e ver a cor de todos os meus sentimentos.
Um dia vou sentar-me numa varanda, no crepúsculo, e reviver todos os momentos e pessoas que por mim passaram.
Um dia vou rebolar por um prado repleto de flores frescas e sentir o seu cheiro em mim.
Um dia vou viajar numa nuvém e ver tudo o que agora não consigo ver, lá bem ao longe.
Um dia, ai um dia, vou agarrar o sol com uma mão e a lua com outra e apresentá-los.
Um dia destes vou estender os meus braços e tocar uma estrela.
Um dia vou cantar em segredo para um cometa e murmurar-lhe palavras quentes.
Um dia destes vou perseguir-me por um labirinto sem início nem fim.
Um dia, um dia vou viver cada emoção no seu tom original, sem desafinar ou sair do ritmo.
Um dia destes vou provar todos os sabores que não tive ainda coragem e sorrir.
Um dia destes não vou mais esperar por esse dia e vou sair de dentro de mim, como quem quebra a casca de uma noz ou rompe um casulo e deliciar-me com tudo isto por um segundo que nunca acabe.
Um dia destes vou acarinhar um ovo entre as minhas mão e fazê-lo viver, respirar, amar.
Um dia destes vou andar nua pelo mar revolto e sentir o meu corpo a flutuar de tanto suspiro em segredo.
Ai um dia, um dia vou correr descalça por entre uma tempestade e sentir cada gota passar a minha pele e tocar-me na alma.
Um dia vou voar, mas tão, tão alto, que vou conseguir vislumbrar a minha sombra do outro lado do planeta.
Um dia destes vou olhar nos meus olhos e ver a cor de todos os meus sentimentos.
Um dia vou sentar-me numa varanda, no crepúsculo, e reviver todos os momentos e pessoas que por mim passaram.
Um dia vou rebolar por um prado repleto de flores frescas e sentir o seu cheiro em mim.
Um dia vou viajar numa nuvém e ver tudo o que agora não consigo ver, lá bem ao longe.
Um dia, ai um dia, vou agarrar o sol com uma mão e a lua com outra e apresentá-los.
Um dia destes vou estender os meus braços e tocar uma estrela.
Um dia vou cantar em segredo para um cometa e murmurar-lhe palavras quentes.
Um dia destes vou perseguir-me por um labirinto sem início nem fim.
Um dia, um dia vou viver cada emoção no seu tom original, sem desafinar ou sair do ritmo.
Um dia destes vou provar todos os sabores que não tive ainda coragem e sorrir.
Um dia destes não vou mais esperar por esse dia e vou sair de dentro de mim, como quem quebra a casca de uma noz ou rompe um casulo e deliciar-me com tudo isto por um segundo que nunca acabe.

