sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Gosto de ti, simplesmente

Gosto de ti. Sem porquês, sem complicações, sem motivo. Gosto de ti porque sim.
Mas se queres um motivo, que seja por hoje ser sexta-feira. Ou talvez, porque do outro lado do mundo existe uma montanha toda forrada de verde, com um colar branco desenhado à mão. Se isto não chegar, então pode ser porque ontem, ao sair de casa, uma borboleta azul me pousou no ombro e respirou fundo. Mas, a mim, simplesmente porque sim, basta-me.
Podia pensar em mil motivos para gostar de ti mas não quero. Quero isto do gostar só porque sim. Quero não pensar no que vem a seguir e ver a tua transparência por entre um esgalhar de sorrisos escondidos.
Que bom! Gosto de ti! E gosto de ti assim, sem mais nada a atrapalhar.
E não me perguntes quanto gosto porque não sei. Não sei se gosto de ti daqui até à lua ou daqui até ao sol. Não sei quanto isso é e não o quero medir.
Quero apenas gostar, assim, como quando a espuma do mar bate na rocha e vai embora depressa, mas com a certeza de voltar.
Talvez, de mim até ti seja a medida certa. E de quanto mais precisamos realmente?
Gosto tanto de ti quando vejo o pôr do sol... Gosto de ti quando acordo de manhã e vejo o céu azul através da janela... Gosto de ti.
E se isto não te chega, tudo será diferente porque falta um pouco de ti em cada movimento breve, em cada respiração que prendo de olhos fechados e em cada suspiro que deixámos fugir.

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